Pelotas apenas com o ônus.
Antes que alguém pense em fazer um trocadilho de mau gosto com o título do meu artigo, vou explicar: estou intrumentalizando essa simpática cidade para demonstrar minhas observações sobre a nossa cultura de pouquíssima agressividade comercial.
Os gaúchos são a maior mistura racial do Brasil e talvez do mundo. O que proporciona muitas coisas boas, como o senso estético e criatividade dos italianos, a capacidade de trabalho dos alemães, o respeito a cultura dos portugueses, o "deixa comigo dos espanhóis/argentinos, etc., etc.
No entanto, não ficamos só com o lado positivo, pois se assim não fosse, já teríamos “tomado conta do mundo”.
E nesse caldo de cultura vamos encontrar Pelotas, que tem em excesso tudo o que se apregoa que falta para o Brasil evoluir, dar certo. Educação superior, escola técnica, história, cultura, recursos, apenas para citar o básico. Por que então Pelotas não “dá certo”, se o Brasil daria se tivesse isso tudo? Tem algo que vem antes. A atitude. Sem ela, não adianta o resto.
A dificuldade em ter a “atitude” adequada, em Pelotas, é mais forte que em outras regiões, que nem de longe tem a base dela, devido a perda do primado econômico e social, ou seja, já estiveram “por cima da carne seca”. Tanto que essa expressão deve ter surgido lá nas charqueadas e perderam essa posição para a indústria e serviços de outros locais. Jamais perdoaram isso, só que ao invés de retomar o primado por competência, superação, tenta obtê-lo derrubando a quem os superou e se lamentando por não conseguir.
Para mudar, só com outra “atitude”. Podem começar em transformar em bônus o conceito que tem, e que faz com que o pelotense evite dizer de onde é. E não só no Brasil. Basta começar a usar a seu favor, essa imensa divulgação gratuita que se faz deles. Além de evitar as brincadeiras quanto a sua opção sexual, iriam criar muitas oportunidades de desenvolvimento, pois se existe um mercado consumidor, que não está sujeito a crises, é o do público GLS. E para Pelotas, ele está de “mão beijada” (mão, por favor!), basta comunicar que quer, que aceita servi-lo.
O momento para tratar do tema é propício, pois de um lado, tem realizado as mais bem sucedida Fenadoce da história. Conseguiram trazer até o Presidente da República – aquele mesmo que disse que eles exportavam veados – lembram? De outro, em São Paulo ocorreu a maior passeata GLS do mundo. Juntemos as duas coisas e façamos negócios!
O potencial é imenso. Sem grandes e onerosas campanhas, alguma criatividade, embalagens diferenciadas para os bons produtos que hoje já oferecem, desde seus doces, enlatados, indo para o turismo, congressos, feiras e exposições. E um pouco de agressividade comercial. Se o brasileiro em geral tem vergonha de vender, o pelotense mais ainda.
Certamente, algum dia, alguém transformará Pelotas e sua fama em negócio. Possivelmente seja “de fora”, enquanto os de lá vão ficar se lamentando. Mesmo assim, alguns benefícios terão. Estes podem ser muito maiores se uma das muitas associações empresariais de lá encampar o projeto. Aliás, outro fenômeno inaceitável – as associações, ao invés de se aliarem - ficam fazendo “concurso de beleza”, entre elas, diluindo o esforço que é feito. Bem coisa de pré-adolescente que fica competindo “quem tem o maior”. Depois não querem ser conhecidos pelo conceito que qualquer criança no Brasil sabe qual é...
Harry G. Fockink Mentor da Universidade do Churrasco, Empresário e Vendedor
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
A segunda mais importante profissão
A segunda mais importante profissão
A atividade de empresário, segundo um trabalho de pesquisa realizado pela ONU, foi considerada a única, entre milhares de profissões, 6460 se estou bem lembrado, que gera valor. Assim, sem dúvida, é a mais importante. Considera-se empresário todo aquele indivíduo que se responsabiliza de forma autônoma por si e que gera oportunidade para outros poderem de forma direta obter ganhos ou pelo menos seu sustento. Isso engloba desde o pequeno agricultor com sua “empresa familiar”, até sócio-executivos de grandes corporações internacionais. Trata-se de uma constatação difícil de ser aceita em certos ambientes. Especialmente no Brasil onde o primado social, desde os tempos do Império, é da tecnoburocracia estatal e paraestatal. O que, diga-se de passagem, não ocorre em nenhum país desenvolvido. Neles não foi invertida a ordem – o Estado permanece servindo a sociedade e não como acontece no Brasil – o Estado se serve dela.
Tenho refletido muito sobre qual seria a segunda profissão mais importante. Conclui que é a de professor. Especialmente o universitário, já que ele é formalizador do “rito de passagem” que ocorre entre a infância, adolescência e a vida adulta. Em outras palavras, eles têm diretamente a responsabilidade de treinar e desenvolver milhares de jovens, de maneira que estes assumam a mais importante das profissões. Se trabalharem bem, em geral, a universidade formará um grande número de empresários. Se não o fizer, limitará seus alunos. Um sintoma para avaliação é verificar quantos empreendedores, que querem ser empresários, se formam todos os anos e quantas pessoas que pensam apenas em buscar emprego ou pior, futuros frustrados, “concursistas”.
No Brasil, assim como o empresário não tem consciência da importância de seu papel, já que aceita e é conivente com a perversa situação do primado social ser da burocracia estatal e não dele, as instituições públicas e privadas de ensino superior que pesquisei, não se dão conta da importância social do professor. A atividade, na nossa história mais recente, desde a década de 60 é mal remunerada, mal tratada, ignorada em suas contribuições, mal vista, a ponto acabar atraindo um tipo de profissional inadequado para exercer, reiterando, a segunda mais importante das profissões. Em boa parte dos casos, as exceções apenas o confirmam, a atividade se tornou opção de quem não tem opção, ou seja, quem não tem coragem para ser um empresário ou fazer carreira numa empresa, ou ainda não passou em algum concurso, vira professor universitário.
E agora as boas notícias. Como no Brasil boa parte do ensino superior é privado, temos a excepcional oportunidade de modificar aceleradamente este estado de coisas. É rápido e fácil decidir pela mudança. Basta treinar os professores, mesmo os que o são por falta de opção, na metodologia do Coaching Integrado, desenvolvido por Rhandy Di Stefano. Não me iludo que tomada a decisão, magicamente as coisas vão acontecer. Conheço a imensa resistência a mudanças que existe no meio acadêmico, mas como a metodologia necessária está disponível, é de fácil acesso e absorção e uma vez a pessoa tendo tomado contato com ela, são proporcionadas significativas melhoras para ela, a sua multiplicação se dará rapidamente dentro da universidade. Assim, a grande mudança que tanto precisamos também irá ocorrer devido à imensa força multiplicadora das Instituições de Ensino Superior. Duvida? Então experimente...
A atividade de empresário, segundo um trabalho de pesquisa realizado pela ONU, foi considerada a única, entre milhares de profissões, 6460 se estou bem lembrado, que gera valor. Assim, sem dúvida, é a mais importante. Considera-se empresário todo aquele indivíduo que se responsabiliza de forma autônoma por si e que gera oportunidade para outros poderem de forma direta obter ganhos ou pelo menos seu sustento. Isso engloba desde o pequeno agricultor com sua “empresa familiar”, até sócio-executivos de grandes corporações internacionais. Trata-se de uma constatação difícil de ser aceita em certos ambientes. Especialmente no Brasil onde o primado social, desde os tempos do Império, é da tecnoburocracia estatal e paraestatal. O que, diga-se de passagem, não ocorre em nenhum país desenvolvido. Neles não foi invertida a ordem – o Estado permanece servindo a sociedade e não como acontece no Brasil – o Estado se serve dela.
Tenho refletido muito sobre qual seria a segunda profissão mais importante. Conclui que é a de professor. Especialmente o universitário, já que ele é formalizador do “rito de passagem” que ocorre entre a infância, adolescência e a vida adulta. Em outras palavras, eles têm diretamente a responsabilidade de treinar e desenvolver milhares de jovens, de maneira que estes assumam a mais importante das profissões. Se trabalharem bem, em geral, a universidade formará um grande número de empresários. Se não o fizer, limitará seus alunos. Um sintoma para avaliação é verificar quantos empreendedores, que querem ser empresários, se formam todos os anos e quantas pessoas que pensam apenas em buscar emprego ou pior, futuros frustrados, “concursistas”.
No Brasil, assim como o empresário não tem consciência da importância de seu papel, já que aceita e é conivente com a perversa situação do primado social ser da burocracia estatal e não dele, as instituições públicas e privadas de ensino superior que pesquisei, não se dão conta da importância social do professor. A atividade, na nossa história mais recente, desde a década de 60 é mal remunerada, mal tratada, ignorada em suas contribuições, mal vista, a ponto acabar atraindo um tipo de profissional inadequado para exercer, reiterando, a segunda mais importante das profissões. Em boa parte dos casos, as exceções apenas o confirmam, a atividade se tornou opção de quem não tem opção, ou seja, quem não tem coragem para ser um empresário ou fazer carreira numa empresa, ou ainda não passou em algum concurso, vira professor universitário.
E agora as boas notícias. Como no Brasil boa parte do ensino superior é privado, temos a excepcional oportunidade de modificar aceleradamente este estado de coisas. É rápido e fácil decidir pela mudança. Basta treinar os professores, mesmo os que o são por falta de opção, na metodologia do Coaching Integrado, desenvolvido por Rhandy Di Stefano. Não me iludo que tomada a decisão, magicamente as coisas vão acontecer. Conheço a imensa resistência a mudanças que existe no meio acadêmico, mas como a metodologia necessária está disponível, é de fácil acesso e absorção e uma vez a pessoa tendo tomado contato com ela, são proporcionadas significativas melhoras para ela, a sua multiplicação se dará rapidamente dentro da universidade. Assim, a grande mudança que tanto precisamos também irá ocorrer devido à imensa força multiplicadora das Instituições de Ensino Superior. Duvida? Então experimente...
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